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Account Takeover

Como o account takeover afeta o ecossistema financeiro e por que o risco pode ser subestimado

Entenda como o account takeover impacta bancos, fintechs, e-commerces e bets.
  • 10 de março
  • 2026
  • 7 min

Existe uma fraude que cresce em silêncio, atravessa setores e compromete tanto o resultado financeiro quanto a reputação das empresas, chamada account takeover. Também conhecida como apropriação de conta, a ATO deixou de ser apenas um problema operacional para se tornar uma ameaça estratégica ao ecossistema financeiro.  

Bancos, fintechs, instituições de pagamento, e-commerces, marketplaces e até plataformas de apostas convivem diariamente com tentativas de tomada de contas que, quando bem-sucedidas, geram prejuízos diretos, impacto regulatório e perda de confiança do cliente. 

E o ponto mais crítico? Muitas organizações ainda tratam o account takeover como um “evento isolado”. No entanto, na prática, ele costuma ser um sintoma de fragilidades estruturais nos controles de risco digital. 

Para se ter uma ideia, em 2025, o Centro de Reclamações sobre Crimes na Internet (IC3) do FBI registrou mais de US$ 232 milhões de perdas por fraudes de apropriação de contas. 

Em nível individual, o estudo da Security.org revelou uma perda média de US$ 180 de cada usuário com esse tipo de fraude. Além do prejuízo financeiro, outras consequências para os consumidores foram o roubo de identidade (40% dos usuários) e apropriações subsequentes de contas (27%). 

O que é account takeover (ATO)? 

O account takeover (ATO) é o processo em que um fraudador obtém acesso não autorizado à conta legítima ou cadastro de um usuário. A conta pode ser bancária, carteira digital, conta de marketplace ou e-commerce, plataforma de apostas, entre outros. Seu objetivo é de realizar transações fraudulentas, alterar dados ou extrair recursos. 

Na prática, a invasão de conta acontece quando o criminoso assume a identidade digital da vítima. Diferentemente de uma simples tentativa de login indevido, o account takeover geralmente envolve: 

  • Uso de credenciais roubadas; 
  • Engenharia social; 
  • Manipulação de processos de redefinição de senha; 
  • Exploração de vulnerabilidades no fluxo de autenticação; 
  • Interceptação de fatores de autenticação (como SMS). 

O que torna o ATO especialmente perigoso é que, após a invasão, o fraudador passa a operar como se fosse o cliente legítimo. Quando isso acontece, fica mais fácil burlar os controles transacionais tradicionais. 

Crescimento do account takeover 

O aumento das fraudes envolvendo o account takeover acompanha três fenômenos globais: 

  • Digitalização acelerada dos serviços financeiros; 
  • Vazamentos massivos de dados e credenciais, com milhões de credenciais sendo comercializadas atualmente na dark web; 
  • Sofisticação de ataques automatizados com bots para obter acesso às contas. 

No Brasil, o cenário é ainda mais sensível devido à alta bancarização digital, forte crescimento de fintechs, popularização de carteiras digitais e pagamentos instantâneos via PIX, expansão das compras eletrônicas em lojas digitais e regularização das bets. 

Quanto maior o volume de contas ativas, maior a superfície de ataque. Com isso, os fraudadores têm mais oportunidades de explorar falhas na autenticação dos usuários. 

Inclusive, de acordo com o Índice de Confiança Digital da Sift, os consumidores relataram incidentes de ATO com mais frequência nos seguintes setores: 

  • 35% – Contas bancárias ou de cartão de crédito; 
  • 22% – Plataformas de compras online; 
  • 15% – Plataformas de jogos online; 
  • 13% – Serviços de entrega de comida; 
  • 11% – Sites de jogos online; 
  • 9% – Plataformas ou corretoras de criptomoedas. 

Como o account takeover acontece na prática 

Veja as principais modalidades de apropriação de conta: 

Credential Stuffing 

O fraudador utiliza listas de e-mails e senhas vazadas em outros serviços e testa automaticamente em massa nas plataformas de cadastro das instituições e empresas.  

Como muitos usuários reutilizam senha, a taxa de sucesso pode ser significativa. Vale destacar que, segundo a NordPass, 62% das pessoas usam as mesmas credenciais de acesso e, em média, cada senha é utilizada em cinco serviços diferentes. 

Phishing e Engenharia Social 

A vítima recebe um e-mail ou mensagem falsa, insere suas credenciais em uma página fraudulenta e, em segundos, o atacante assume a conta. 

Em versões mais sofisticadas, há engenharia social ativa com ligações se passando por central de atendimento. 

SIM Swap 

No SIM Swap, o fraudador transfere o número da vítima para outro chip e passa a interceptar SMS de autenticação. Se o duplo fator de autenticação for exclusivamente via SMS, o risco aumenta exponencialmente. 

Abuso do fluxo de recuperação de senha 

Os fluxos frágeis de redefinição de senha podem ser explorados com perguntas de segurança previsíveis, links de redefinição interceptados e validação fraca de identidade. 

Malware e keyloggers 

Com a instalação de malware ou keyloggers, os infratores conseguem comprometer dispositivos, o que permite a captura de credenciais e tokens. 

Exemplo prático: como a invasão de conta gera prejuízo real 

Imagine uma fintech de pagamentos com 3 milhões de usuários. 

Um grupo de fraudadores obtém uma base de 500 mil credenciais vazadas de outro serviço e, na sequência, passam a realizar ataques automatizados de login. 

Mesmo com taxa de sucesso de 2%, são 10 mil contas comprometidas. Se 20% dessas contas tiverem saldo ou limite utilizável, o prejuízo pode ser milionário. Isso sem contar no ressarcimento dos clientes, custos com investigações, impactos no atendimento e efeitos negativos na confiança e reputação. 

E o pior, muitos casos passam despercebidos até que o cliente note a movimentação indevida. 

Principais sinais de alerta em relação à apropriação de contas 

Os gestores de fraudes e riscos precisam monitorar informações importantes, a fim de detectar indícios de invasões de contas, se antecipar e mitigar perdas. O problema é quando as empresas não realizam o acompanhamento dos sinais e não possuem uma visão única desses riscos. 

Confira dados para acompanhar de perto: 

  • Pico de tentativas de login malsucedidas; 
  • Aumento abrupto de redefinições de senha; 
  • Logins bem-sucedidos seguidos de alteração imediata de dados; 
  • Inclusão de novos dispositivos e chaves PIX; 
  • Mudança de e-mail seguida de transação relevante; 
  • Logins simultâneos de regiões geográficas incompatíveis.

Como prevenir o account takeover de forma estratégica 

Prevenir account takeover não é implementar uma ferramenta isolada. É construir arquitetura de defesa em camadas, com diversos mecanismos integrados para reduzir a superfície de ataque. Confira os principais pilares:

1. Fortalecimento da autenticação

Duplo fator 

É preciso implementar duplo fator de autenticação e evitar dependência de SMS, já que o SMS como segundo fator tornou-se frágil frente a fraudes como SIM Swap. Neste sentido, estratégias mais maduras incluem: 

  • Aplicativos autenticadores com token dinâmico; 
  • Push authentication com validação contextual; 
  • Chave criptográfica. 

Biometria comportamental 

Ao invés de fazer a simples verificação facial, a biometria comportamental analisa se o usuário está se comportando como ele mesmo. Alguns dos critérios avaliados incluem velocidade e ritmo de digitação, pressão e padrão de toque (mobile), movimentação de mouse e padrão de navegação. 

Mesmo que o fraudador tenha credenciais corretas, ele dificilmente replica o comportamento legítimo com precisão. 

Autenticação adaptativa baseada em risco 

Nem todo login deve ter o mesmo nível de exigência. A autenticação adaptativa considera se o dispositivo é conhecido ou não, a localização habitual, o histórico da conta, entre outros fatores, e consolida um score de risco em tempo real 

Se o risco for baixo, a fricção é mínima. Já se o risco for alto, é possível exigir fator adicional de autenticação ou bloqueio preventivo. Essa medida aumenta a eficácia da prevenção de fraudes e também reduz o abandono de compras, por exemplo, no caso de consumidores que poderiam se sentir incomodados com o excesso de validações. 

Métodos resistentes a phishing 

As chaves criptográficas permitem login via biometria, PIN ou chaves de segurança físicas, mitigando phishing e roubo de credenciais em navegadores e plataformas. Para instituições com alto volume de ATO, essa é uma das estratégias mais eficazes a médio prazo.

2. Monitoramento de credenciais comprometidas

Muitos ataques começam fora da sua empresa. Por isso, é importante realizar o monitoramento da dark web, de notícias sobre vazamentos, bases de dados comercializadas, fóruns clandestinos e dumps de credenciais.  

Assim, quando e-mails de clientes aparecerem em vazamentos, por exemplo, a empresa pode agir preventivamente com medidas como: 

  • Bloquear preventivo do login até redefinição segura; 
  • Forçar troca de senha; 
  • Elevar temporariamente o nível de autenticação daqueles usuários.

3. Proteção contra bots

Grande parte do account takeover acontece via automação. Diante deste cenário, as empresas podem investir em soluções antibot que ajudam a identificar navegadores automatizados, padrões não humanos e emulação de dispositivos.  

O objetivo é bloquear os bots antes da tentativa massiva de login, mas com inteligência para não prejudicar usuários legítimos.

4. Análise comportamental

Os fraudadores que se apropriam de contas possuem padrões próprios de navegação, como: 

  • Alteração de dados: acesso de áreas específicas do site ou aplicativo rapidamente para trocar informações básicas; 
  • Tempo de sessão: sessões muito curtas ou excessivamente rápidas podem indicar automação; 
  • Dinâmica de digitação: ritmo irregular, ausência de pausas naturais ou padrão incompatível com histórico. 

Portanto, mapear tais comportamentos ajuda a prevenir a invasão de contas. 

Leia também: Soluções antifraude: principais motivos para investir 

Enfrente as fraudes de account takeover com a GIF International 

O account takeover é hoje uma das fraudes mais críticas para o ecossistema financeiro. Ele combina tecnologia, engenharia social e exploração de comportamento humano. 

Se não for tratado de forma estratégica, com integração entre tecnologia, inteligência e investigação, o impacto pode ultrapassar perdas financeiras e atingir a confiança do cliente e a reputação da marca. 

As empresas que desejam evoluir sua maturidade antifraude precisam ir além do bloqueio transacional e investir em: 

  • Visão integrada de risco; 
  • Monitoramento contínuo; 
  • Investigação estruturada. 

Na GIF International, apoiamos bancos, fintechs, instituições financeiras, instituições de pagamento, e-commerces, marketplaces e plataformas de apostas na identificação de vulnerabilidades, investigação de fraudes e fortalecimento estrutural de seus controles antifraude. 

Assim, é possível verificar a causa raiz do incidente, mapear redes de fraude, identificar responsáveis, corrigir vulnerabilidades e reduzir reincidências. 

Nosso ecossistema conta com soluções de combate a fraudes integradas, como análise forense, investigação, pentest, threat intelligence, risk assesment, entre outras. 

Se sua operação precisa revisar sua estratégia para enfrentar a apropriação de contas, este é o momento ideal para iniciar essa conversa. Fale com nossos especialistas agora mesmo! 

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