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foco no cliente

Como promover o foco no cliente e melhorar a segurança na sua empresa 

Integrar as estratégias de foco no cliente e segurança corporativa é um grande desafio.
  • 8 de maio
  • 2025
  • 12 min

A confiança do consumidor é um dos principais ativos de uma marca. Neste sentido, para estabelecer e manter essa relação, as empresas precisam fortalecer as estratégias com foco no cliente.  

Mas falar em foco no cliente nunca foi tão comum. O desafio é transformar esse discurso de centralidade no cliente em uma prática real e efetiva. 

Em muitas empresas, a experiência do cliente melhora no marketing, mas continua frágil nos processos, na segurança, na prevenção a fraudes e na tomada de decisão. 

Por isso, é preciso ter um olhar 360º para o consumidor, indo além do atendimento, demandas e interesses, e entregando uma boa experiência com segurança, privacidade e integridade ao longo de toda a jornada do cliente. 

Para se ter uma ideia, segundo o relatório CX Trends, 70% dos consumidores afirmaram que não comprariam um produto ou serviço de marcas com medidas fracas de segurança. 

O que é foco no cliente na prática? 

Não adianta apenas entregar o que os consumidores pedem e evitar reclamações. Colocar os clientes no centro vai muito além.    

O foco no cliente é tomar decisões considerando, primeiro, o impacto real para quem usa seu produto ou serviço e não apenas analisando os efeitos e resultados para a área interna, para a tecnologia ou para as operações. 

Na prática, as empresas centradas no cliente desenham produtos a partir de dores reais, simplificam jornadas, reduzem fricções operacionais, protegem o cliente contra golpes e fraudes, e priorizam a confiança. 

Ou seja, a centralidade no cliente se torna uma estratégia de negócio. 

No entanto, um relatório da Optimizely apresentou informações preocupantes sobre este conceito. 

Enquanto 80% das empresas se dizem customer centricity, metade delas não está focada nesse objetivo. Fica claro que a centralidade no cliente ainda é uma ideia vaga para muitas organizações.  

Conceito de customer centricity 

De acordo com o Gartner, customer centricity é:    

“A capacidade de uma organização quanto à compreensão das situações, percepções e expectativas dos consumidores. Isso exige que o cliente seja o ponto focal de todas as decisões relacionadas à entrega de produtos, serviços e experiências para, desse modo, criar satisfação e fidelidade.” 

Portanto, a centralidade no cliente tem a ver com o comportamento de toda a empresa e a criação de uma cultura envolvendo todos os colaboradores. Afinal, todas as decisões em produtos, operações, tecnologias e segurança impactam a experiência do consumidor, visando construir relacionamentos sólidos e fomentar a lealdade. 

E se as empresas não mudam processos, controles, prioridades de risco e desenho de produto, o cliente não está no centro do negócio. O tal customer centricity está só no discurso. 

Quais os benefícios de manter o foco no cliente? 

Ao proporcionar uma boa experiência ao longo de toda da jornada do cliente, é possível ver resultados muito positivos nas empresas. Um estudo da Deloitte and Touche revelou que os negócios centrados no cliente podem ter um aumento de até 60% na lucratividade. 

Quais os pilares para construir relações sólidas com clientes?

Para fortalecer a centralidade e um bom relacionamento com os consumidores, as organizações devem considerar os pilares de: análise do comportamento, escuta ativa, comunicação, análise de dados e segurança. 

Análise do comportamento

Entender os padrões de comportamento e as preferências dos clientes é o pontapé inicial. Por meio de pesquisas de satisfação e indicadores, é possível gerar dados sobre os consumidores e insights para desenvolver melhores estratégias. Outro ponto importante aqui é realizar feedbacks diretos para verificar a avaliação dos produtos e serviços. 

Escuta ativa 

É essencial perguntar de forma direta ao cliente suas demandas, necessidades e expectativas em relação a um serviço. A jornada do consumidor é complexa e com especificidades. Então, evite achismos, interpretações e vieses para as operações. Assim, é possível colocar em prática ações realmente relevantes para fortalecer a relação e a conexão com o cliente. 

Comunicação 

Mais do que nunca, para gerar confiança e credibilidade, a comunicação proativa e transparente mostra a preocupação verdadeira e genuína com o cliente. Os consumidores valorizam a comunicação honesta e a forma como as empresas demonstram que entendem suas demandas e estão dispostas a ajudar. 

Análise de dados 

Para interagir com o cliente com máximo de eficiência, analisar suas necessidades e aprimorar os serviços, a análise de dados a partir do monitoramento de indicadores de desempenho é peça chave. Essas informações permitem melhorias contínuas, tomada de decisões estratégicas e uma gestão inteligente. 

Gestão de riscos

Como mencionamos anteriormente, o foco no cliente também é prevenir, detectar e investigar fraudes, assim como corrigir incidentes com agilidade. Para isso, é importante contar com uma estrutura robusta de gestão de riscos, resposta a incidentes e investigação de fraudes. 

Até porque existem diversos casos comuns de fraudes que afetam não só a empresa, como também os consumidores, como no caso de phishings com dados da organização, golpes financeiros usando a marca, falsificações, uso indevido, entre outros. 

Como colocar o cliente no centro da estratégia do seu negócio 

Definição de uma estratégia clara 

Para que a centralidade e o foco no cliente saiam do discurso e se torne prática, é necessário criar uma estratégia sólida que inclua: 

  • Objetivos voltados à experiência e fidelização; 
  • Plano de ação com prazos e responsáveis; 
  • Recursos tecnológicos e humanos adequados; 
  • Indicadores de desempenho (KPIs) focados no cliente. 

 

Leia também: Veja 7 indicadores de fraude que sua empresa precisa acompanhar 

Visão 360 do cliente 

A centralidade no cliente precisa estar no DNA da organização. Isso significa que áreas como vendas, marketing, compliance, tecnologia, prevenção a fraudes e jurídico devem alinhar seus processos e metas com base nas expectativas e nas necessidades do consumidor. 

Mapeamento da jornada completa 

A experiência do cliente começa na primeira interação com a marca e se estende por toda a sua relação com a empresa. É essencial mapear a jornada completa, desde a contratação de um produto ou serviço até o uso de funcionalidades digitais, suporte e solicitações complexas, como trocas de senhas, atualizações de serviços e cancelamentos. 

Colocar o cliente no centro exige entender seus pontos de contato e garantir consistência, agilidade e segurança em cada um deles. 

Equilíbrio entre experiência e segurança 

A experiência precisa ser fluida, mas sem abrir mão da proteção. Isso é especialmente importante em interações sensíveis, como recuperação de senha por exemplo, compras de alto valor, transferências fora do padrão comum do usuário etc. 

Nesses momentos, é possível aplicar fricções inteligentes, como validações biométricas ou checagem de dados, que reforçam a segurança sem comprometer a usabilidade. Esse equilíbrio é essencial para evitar fraudes e, ao mesmo tempo, manter a satisfação do usuário. 

Uso de tecnologias como aliadas 

As ferramentas tecnológicas desempenham um papel decisivo para transformar a experiência do cliente. Entre as soluções mais relevantes, podemos citar: 

  • Automação de processos, que reduz tempo e erros; 
  • Análise de dados, que ajuda a prever necessidades e personalizar interações; 
  • Inteligência artificial, para tomada de decisões em tempo real; 
  • Soluções de verificação de identidade, que aumentam a segurança. 

 

O papel da segurança e combate a fraudes na experiência do cliente 

Ao afunilar a visão completa de toda a jornada do cliente para o pilar do combate a fraudes, as empresas podem atuar com diferentes estratégias, a fim de manter a proteção e impactar positivamente a experiência. 

Veja os principais alicerces da segurança com foco no cliente: 

Prevenção de ataques e ameaças cibernéticas 

Implementar medidas de inteligência para monitorar e verificar riscos em potencial ajuda a proteger a empresa de vazamentos, violações e ataques, assim como reduzir os riscos para os clientes. 

Proteção e detecção de fraudes 

A capacidade de prevenir e detectar fraudes de forma proativa é essencial para garantir que o cliente tenha uma jornada segura e sem interrupções. Quando um sistema identifica transações suspeitas em tempo real ou bloqueia acessos não autorizados, ele está protegendo o cliente mesmo que ele nem perceba.  

Investigação das fraudes 

Quando uma fraude acontece, agir com agilidade e precisão é fundamental. A investigação estruturada permite identificar rapidamente os responsáveis, corrigir falhas sistêmicas e comunicar com transparência os clientes afetados. Essa postura não apenas soluciona o problema, como demonstra comprometimento da empresa com a integridade, o que fortalece a confiança do consumidor.   

Proteção de dados sensíveis 

A proteção de informações pessoais e financeiras não é apenas uma obrigação legal. Trata-se de uma demonstração de respeito ao cliente. Vazamentos de dados podem resultar em apropriação de identidade, fraudes financeiras e até chantagem digital. Ao investir em segurança da informação, a empresa mostra que valoriza e cuida do que é mais importante para o cliente: sua privacidade e segurança.   

Cumprimento de regulamentos 

Estar em conformidade com legislações como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro, a Lei Anticorrupção, entre outras, não é apenas um requisito jurídico. É uma forma de garantir que os direitos dos clientes estejam protegidos, reforçando a imagem da empresa como ética, transparente e confiável.   

Preservação da reputação da marca 

A reputação pode ser destruída em minutos diante de um incidente mal gerenciado. As fraudes que envolvem clientes costumam ter grande repercussão pública e geram desconfiança. Por isso, é essencial blindar a imagem corporativa, evitando perda de clientes, redução nas vendas e altos custos com gestão de crise.   

Construção de confiança 

Quando um cliente sabe que suas informações estão seguras e que a empresa tem uma postura firme no combate a fraudes, ele se sente respeitado e valorizado. Essa confiança é a base da lealdade de longo prazo, da recomendação espontânea e da continuidade dos negócios. 

Para se ter uma ideia da importância dessa fidelização, conquistar um consumidor novo é de 5 a 25 vezes mais caro do que reter um existente, segundo estudo da Harvard Business Review. 

Como integrar a segurança à jornada do cliente 

Implementar estratégias de segurança exige a integração de medidas em duas camadas. A primeira parte se refere às soluções internas de proteção e combate a fraudes. Já a segunda etapa tem a ver com as ações que podem ser tomadas na outra ponta com foco no cliente para garantir uma jornada segura e com boa experiência. 

Neste sentido, separamos boas práticas: 

Autenticação Multifatorial 

Uma das práticas mais eficazes para evitar acessos indevidos é a autenticação multifatorial. Ela exige que o usuário confirme sua identidade com mais de uma credencial. Então, além da senha tradicional, é solicitado um código enviado por SMS, e-mail, app autenticador ou token físico. 

Essa barreira adicional reduz drasticamente os riscos de invasões, mesmo quando as senhas são comprometidas. Para o cliente, isso representa tranquilidade ao acessar sua conta. 

Reconhecimento por biometria 

O uso de biometria facial e de voz tem crescido como alternativa segura e prática para autenticar usuários. Essa tecnologia não apenas agiliza a identificação, como dificulta tentativas de fraude, pois utiliza características únicas e intransferíveis de cada pessoa. 

Além da segurança, a biometria contribui para uma experiência fluida, sem a necessidade de lembrar senhas complexas. 

Criptografia  

Toda troca de informações entre o cliente e a empresa, como dados de login, número de cartão e endereços, deve ser protegida por criptografia. Isso impede que terceiros tenham acesso não autorizado às informações durante a transmissão. Ao garantir a confidencialidade, as empresas protegem o cliente e reforçam sua postura de segurança digital. 

Políticas claras 

Ter políticas de segurança da informação e privacidade acessíveis, alertas sobre incidentes e atualizações periódicas sobre medidas de proteção adotadas transmitem uma boa imagem ao mercado e fortalecem a reputação. 

Essa transparência mostra como as empresas cuidam das informações dos clientes, assim como não esconde os riscos existentes e deixa clara a responsabilidade da organização para evitar que essas ameaças se tornem problemas.  

Educação do cliente 

As empresas que mantêm o foco no cliente devem ir além da proteção técnica no combate a fraudes e ensinar boas práticas aos usuários. Isso inclui: 

  • Dicas sobre criação de senhas seguras; 
  • Alertas sobre e-mails e links fraudulentos (phishing); 
  • Instruções para ativar funcionalidades como MFA e biometria. 

 

Incorporar essas orientações no site, no app ou durante a jornada pode fazer a diferença, promovendo autoproteção e engajamento consciente. 

Leitura recomendada: Descubra 8 tecnologias para impulsionar a segurança da empresa   

Impacto da falta de foco no cliente em riscos, fraudes e reputação 

Ao não colocar o cliente no centro do desenho de processos, canais e controles, a empresa pode criar experiência ruim, assim como abrir brechas operacionais que viram porta de entrada para fraude, incidentes de segurança e crises reputacionais. 

Na prática, uma jornada confusa, cheia de fricções desnecessárias ou com comunicação falha gera três efeitos diretos: 

  • Cliente legítimo fica mais vulnerável; 
  • Fraudador encontra atalhos; 
  • Empresa perde visibilidade sobre o que está acontecendo na ponta. 

 

Esse combo é exatamente o que viabiliza os principais vetores de risco hoje: 

Engenharia social 

Ataques de engenharia social se aproveitam de confusão, urgência e medo. Se a empresa tem comunicação pouco clara, envia mensagens genéricas ou inconsistentes, e não educa o cliente sobre seus canais oficiais, o fraudador passa a ter um terreno perfeito para se passar pela empresa. 

Na prática, o cliente não sabe diferenciar o que é comunicação legítima da empresa e o que é golpe. No final, o negócio sofre com aumento de fraudes com uso do nome da marca, crescimento de reclamações e judicialização, dano direto à reputação (mesmo quando a fraude não foi “culpa” da empresa) e perda de confiança. 

Fraudes de identidade 

Quando o foco no cliente não é bem estruturado, os processos de onboarding, cadastro, recuperação de conta e atualização de dados costumam ser mal desenhados, pouco intuitivos e vulneráveis em validação de identidade. 

Isso abre espaço para criação de contas com identidades falsas, uso de dados vazados em cadastros frágeis, exploração de exceções no atendimento humano e manipulação de fluxos de redefinição de senha. 

Como consequências, as organizações precisam arcar com perdas financeiras, aumento de chargebacks, custos com investigações e suporte, além do risco regulatório e de compliance. 

Account Takeover 

A falta de foco no cliente geralmente se traduz em processos de recuperação de senha pouco claros, autenticações mal desenhadas, validações que dependem de informações fáceis de obter em vazamentos e atendimentos que priorizam “resolver rápido” em vez de “resolver com segurança”. 

Com isso, acontece a invasão de contas por parte de fraudadores, que realizam transações fraudulentas em contas legítimas, gerando prejuízo financeiro direto, aumento de reclamações públicas nos serviços financeiros e um desgaste entre os clientes que foram vítimas e as instituições. 

Afinal, o cliente não culpa o fraudador. Ele culpa a empresa que “deixou acontecer”. 

Como a GIF International pode ajudar sua empresa a promover o foco no cliente 

Com mais de 30 anos de experiência no mercado, a GIF International tem atuação sólida no combate a fraudes com foco no cliente, oferecendo um ecossistema de soluções integradas e personalizadas. 

Entendemos as demandas e necessidades específicas de cada empresa e desenvolvemos projetos sob demanda envolvendo compliance, prevenção, detecção e investigação de fraudes. 

Ao mesmo tempo, com nossos serviços, colaboramos para que as organizações mantenham a segurança de seus consumidores e possam integrar a proteção com as melhores práticas de centralidade no cliente, assegurando melhores experiências. 

É bom lembrar que as empresas que realmente protegem seus clientes se destacam no mercado. Por isso, entre em contato com nossos especialistas agora mesmo e veja como podemos ajudar seu negócio na prática!

Perguntas frequentes sobre foco no cliente 

O que significa foco no cliente? 

É priorizar decisões com base no impacto real para quem usa seu produto/serviço, incluindo proteção contra riscos e fraudes. 

Toda empresa precisa ser customer centric? 

Sim. Em mercados competitivos, experiência e confiança viraram diferencial de sobrevivência. 

Foco no cliente ajuda a reduzir fraudes? 

Ajuda muito. Jornadas claras, comunicação objetiva e controles bem desenhados reduzem a eficácia de fraudes e engenharia social. 

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