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monitoramento de dark web

40% das instituições financeiras ainda não monitoram dark web para evitar fraudes 

Veja a importância do monitoramento para reduzir riscos de fraudes.
  • 3 de março
  • 2026
  • 8 min

Se você atua em fraude, riscos, cibersegurança ou TI, essa estatística incomoda: 40% das instituições financeiras analisadas ainda não realizam o monitoramento da dark web para evitar fraudes, segundo pesquisa da EY.  

Em 2026, isso já não é “gap técnico”, mas sim um alto risco de exposição, já que surgem novas modalidades de fraudes, vazamentos de credenciais, dados corporativos à venda e esquemas cada vez mais profissionais de fraud as a service.  

Enquanto isso, muitas empresas ainda descobrem que foram expostas depois que o prejuízo já aconteceu, com contas invadidas, clientes lesados, incidentes regulatórios e repercussão negativa. 

No total, das 51 instituições mapeadas pelo levantamento, há segmentos com maior maturidade no monitoramento da dark web, como os bancos com 83% de adesão à prática e as instituições de pagamento, com 75%. 

Por outro lado, as seguradoras aparecem com 33% de implementação. Já setores como bancos de investimento e corretoras de câmbio não fazem monitoramento, o que expõe essas empresas a vulnerabilidades significativas. 

pesquisa da EY sobre monitoramento da dark web

Desmistificando: o que é dark web de verdade? 

Antes de falarmos da estratégia de monitoramento, precisamos alinhar os conceitos. Quando falamos em “dark web”, muita gente imagina um submundo misterioso onde só existe crime. A realidade é mais pragmática. 

A internet pode ser dividida em três grupos: 

Surface Web: é onde estamos agora. Google, portais de notícias, redes sociais abertas e sites de empresas. É a camada indexada e visível para todos. 

Deep Web: aqui o buraco é um pouco mais embaixo, mas não necessariamente criminoso. São conteúdos não indexados: seu Internet Banking, pastas no Google Drive protegidas por senha, registros médicos e bancos de dados corporativos. Se precisa de login para entrar e não aparece no Google, é Deep Web. 

Dark Web: é uma pequena fração da Deep Web que exige softwares específicos (como o navegador TOR ou o I2P) para ser acessada. Ela garante o anonimato total, tanto para quem publica quanto para quem acessa. 

A dark web não é, por definição, criminosa. Ela também é usada para comunicação em regimes autoritários, proteção de identidade e troca de informações sensíveis por jornalistas e ativistas. 

O problema para empresas é que o mesmo anonimato que protege pessoas também é explorado por criminosos. É lá que surgem fóruns, marketplaces ilegais e grupos fechados em que são vendidos: 

  • Dumps de cartões;
  • Credenciais corporativas;
  • Acessos VPN;
  • Bases de dados vazadas;
  • Documentos internos;
  • Identidades falsas.

O mercado da impunidade 

A Dark Web é um mercado de serviços extremamente eficiente. Existem “marketplaces” em que criminosos vendem de tudo: de acessos a servidores de grandes bancos até tutoriais de como aplicar fraudes específicas em instituições financeiras brasileiras. 

Hoje, a dark web funciona como o centro de distribuição do crime organizado. Se algo vai acontecer contra a sua marca amanhã, o rastro provavelmente começou a ser desenhado lá dentro hoje. 

Para se ter uma ideia, de acordo com relatório da Kaspersky, mais de 37 milhões de registros de dados no Brasil foram enviados, em 2024, para comercialização pela dark web. 

Quais são os dados na Dark Web mais visados? 

Quando falamos de dados na dark web, estamos falando de uma cadeia de suprimentos criminosa. Veja o que circula com mais frequência: 

Combos (Login/Senha) 

São listas imensas de e-mails e senhas vazadas de outros serviços. Como as pessoas tendem a reutilizar senhas, um vazamento em um e-commerce de sapatos pode ser a chave de entrada para o sistema crítico do seu banco. 

Logs de Infostealers 

Os malwares infectam computadores de usuários e “roubam” tudo o que está salvo no navegador: cookies de sessão, senhas salvas, dados de formulários e até capturas de tela. Esses logs são vendidos em massa. 

Fullz (Dados Completos) 

Os pacotes contêm nome, CPF, RG, endereço, nome da mãe e score de crédito. Com isso, o fraudador consegue abrir contas laranjas com uma facilidade assustadora, driblando sistemas de KYC (Know Your Customer). 

Acessos de VPN 

Trata-se de credenciais de acesso remoto à rede da sua empresa. Os criminosos vendem o “acesso inicial” para grupos de ransomware, que depois entram para sequestrar os dados e pedir o resgate. 

Para piorar, os infratores muitas vezes testam esses dados para verificar o que realmente são verdadeiros e vender as listas e informações mais valiosas, obviamente, cobrando a mais por isso. É uma operação profissional. 

Por que os dados na dark web são tão perigosos para empresas? 

Se as informações da sua empresa, de clientes ou de colaboradores aparecem na dark web, o risco fica mais iminente para os negócios. E, no ecossistema financeiro, os efeitos do não monitoramento são ainda mais amplificados. 

Veja o que pode acontecer: 

  • Account takeover: invasão de contas internas ou de clientes usando credenciais vazadas; 
  • Abertura de contas fraudulentas com dados vendidos na dark web;   
  • Fraudes financeiras: uso de acessos legítimos para movimentações indevidas; 
  • Engenharia social direcionada contra clientes: as fraudes ficam muito mais convincentes, porque usam dados reais. Assim, o golpe parece legítimo; 
  • Ransomware: acesso inicial comprado na dark web para invadir sistemas, sequestrar informações e pedir resgate; 
  • Uso de acessos internos privilegiados que foram comprometidos e divulgados na dark web para desviar recursos;   
  • Entre outros.

No fim do dia, isso gera perda financeira direta, aumento de custo operacional, impacto para a imagem da marca e queda de confiança do cliente. 

Por que o monitoramento da dark web virou peça-chave? 

Durante muito tempo, o monitoramento da dark web foi considerado uma “atividade técnica”, mas essa visão mudou. Isso porque essa estratégica pode gerar benefícios, como prevenção de fraudes digitais, redução de account takeover, proteção de marca, melhora na gestão de riscos corporativos e rápida resposta a incidentes. 

Quem monitora consegue: 

  • Identificar vazamentos antes que virem fraude em escala; 
  • Antecipar campanhas de fraude; 
  • Agir preventivamente, com reset de credenciais, bloqueios de acesso e reforço de controles; 
  • Priorizar riscos reais, não só alertas genéricos.

Por outro lado, as empresas que não realizam esse mapeamento profundo ficam suscetíveis às ameaças e só vão descobrir problemas quando a fraude já aconteceu, os clientes estão reclamando e o prejuízo está sacramentado. 

Por que tantas empresas ainda falham no monitoramento da dark web? 

Ao conversar com profissionais da área de riscos, fraudes e cibersegurança, percebemos que as falhas no monitoramento se devem a uma combinação de barreiras. 

Excesso de alertas 

Muitos gestores de TI e riscos já passaram por experiências traumáticas com ferramentas de segurança que disparam 500 alertas por dia, sem contexto. Se tudo é prioridade, nada é prioridade. O medo de contar com um monitoramento da dark web e sobrecarregar o time com “lixo informacional” é real. 

Inclusive, segundo pesquisa da Dimensional, 83% dos líderes de segurança disseram que suas equipes de segurança experimentaram a chamada “fadiga de alerta” por conta desse excesso. 

Escassez de braço técnico 

Acessar a dark web com segurança exige infraestrutura e conhecimento. Você não quer seu analista de segurança entrando em fóruns criminosos a partir da rede da empresa sem as devidas precauções. Além disso, muitos fóruns são fechados e exigem “reputação” no submundo para serem visualizados. 

Operacional pesado 

Na maioria das empresas, os times são pequenos para um volume enorme de informações, ou seja, o trabalho operacional fica pesado. Então, para tratar e analisar tantas ameaças e riscos, as empresas devem contar com equipes maiores ou consultorias externas para ajudar. 

Falta de integração com fraude 

Os alertas chegam às operações, mas não viram ação antifraude. Sem essa integração, o monitoramento é apenas um “noticiário de tragédias anunciadas”. Não basta saber que um dado vazou ou um grupo está planejando algum tipo de fraude com base em vulnerabilidades da empresa. 

É preciso que essa informação flua para que as áreas responsáveis possam tomar medidas efetivas, prevenindo as ameaças e investigando potenciais novas modalidades de fraudes. 

Leia também: Compliance, TI e Operações: como alinhar forças contra fraudes 

Ilusão de segurança 

Ainda existe uma mentalidade de que “se eu investir tudo em Firewall e MFA, estou seguro”. O problema é que o MFA pode ser contornado por session hijacking (roubo de cookies) e o Firewall não impede um colaborador com a senha vazada de entrar pela porta da frente. A defesa interna é necessária, mas ela é cega para o que está acontecendo do lado de fora. 

Dificuldade de provar ROI 

Se você é um gestor de riscos, já deve ter ouvido a pergunta: “Por que estamos pagando por esse monitoramento se não tivemos nenhum incidente grande este mês?”. Este é o paradoxo da prevenção. É difícil provar o valor de algo que não aconteceu.  

No entanto, no cenário atual, para provar o ROI (Retorno sobre Investimento), é preciso mudar a métrica: de “alertas gerados” para “perda evitada”, a fim de que as lideranças tenham a visibilidade do impacto que poderia ter acontecido, caso não houvesse o monitoramento. 

Importância do monitoramento gerar inteligência 

Monitorar a dark web não é só sobre gerar alertas de riscos, causando um mapeamento raso ineficiente, é sobre produzir inteligência acionável em relação às ameaças. É aqui que muitas empresas se perdem ao coletar dados, mas não transformá-los em decisão. 

Na prática, isso significa aplicar threat intelligence ao negócio, com foco em antecipar ataques e não só reagir. Com uma análise das ameaças integrada, é possível obter insights e promover uma gestão inteligente, contendo: 

  • Correlação com riscos reais de fraude; 
  • Priorização por impacto financeiro, regulatório e reputacional; 
  • Recomendações de ação para as ameaças que surgiram; 
  • Conexão entre times de fraude, risco e TI.

Como começar o monitoramento da dark web na prática? 

Se você quer estruturar esse processo de forma madura, pense em 5 perguntas-chave: 

  1. O que queremos monitorar? Marca, domínios, executivos, credenciais, parceiros, dados de clientes críticos, entre outros. 
  2. Quem irá receber o alerta? Áreas de fraude, risco, cibersegurança e TI precisam estar no mesmo fluxo. 
  3. O que vira prioridade? Tudo que gera um alto impacto financeiro. 
  4. Qual é o plano de resposta? Reset de credenciais, investigação de fraudes, denúncia a órgãos públicos, comunicação interna sobre riscos etc. 
  5. Como medir valor? Incidentes evitados, tempo de resposta e queda em fraude derivada de vazamento.

Este é só um modelo de exemplo para você incorporar na sua empresa. 

Como a GIF International transforma monitoramento em ação contra fraudes 

Na GIF International, o monitoramento da dark web faz parte de um ecossistema de threat intelligence orientado a risco de negócio, não a volume de alertas. 

Com a nossa solução, realizamos o monitoramento contínuo e proativo e, a partir dessas análises, entregamos para sua empresa alertas tratados, priorizados por impacto, com contexto de risco e recomendação clara de ação, contendo inclusive relatórios completos e identificação dos autores das ameaças de fraudes. 

Quem transforma monitoramento em inteligência acionável antecipa ataques, reduz perdas e ganha maturidade antifraude. 

Quer saber mais detalhes sobre como a GIF International pode ajudar seu negócio? Converse com nossos especialistas agora mesmo! 

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