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torres de telefonia

Torres de telefonia: crescem casos de roubo de baterias 

Proteja as suas operações do roubo de baterias!
  • 25 de setembro
  • 2025
  • 9 min

As torres de telefonia são a espinha dorsal da conectividade no Brasil. Responsáveis por garantir a comunicação de milhões de pessoas e empresas, essas estruturas sustentam não apenas a telefonia móvel, mas também o acesso à internet e a transmissão de dados que movem a economia digital. 

Nos últimos anos, porém, um crime aparentemente banal vem se tornando uma das maiores dores de cabeça para gestores de fraudes, riscos e operações no setor de telecomunicações: o roubo de baterias. 

Esses equipamentos, que garantem o funcionamento das torres mesmo em casos de queda de energia, são alvo de quadrilhas organizadas e de criminosos oportunistas, interessados em revendê-los no mercado paralelo ou em extrair insumos de alto valor. 

Diante desse cenário, cresce a necessidade de compreender as causas, consequências e as estratégias mais eficazes de combate a este problema impactante. 

Leia também: Roubo de cabos de telecom: como enfrentar esse problema 

O que são torres de telefonia e qual sua importância para telecom? 

As torres de telefonia são estruturas utilizadas para suportar equipamentos responsáveis pela transmissão e recepção de sinais de telecomunicações, garantindo a conectividade entre usuários, dispositivos e redes. 

Essas estruturas fazem parte das chamadas Estações Rádio Base (ERBs), que constituem um dos principais pilares da infraestrutura de telecom e sustentam serviços como telefonia móvel, internet, transmissão de dados e conectividade corporativa. 

Na prática, uma torre de telefonia vai muito além da estrutura metálica visível. Ela integra um ecossistema composto por sistemas de energia, telecomunicações, segurança e operação, funcionando como um ativo crítico para a continuidade dos serviços. 

Quais os principais componentes de uma torre de telefonia? 

Estrutura física 

A camada física sustenta toda a operação da estação. 

Torre: é a estrutura principal responsável pela sustentação dos equipamentos de telecom. Pode ser metálica, tubular, treliçada ou monoposte. 

Abrigo técnico: espaço onde ficam instalados equipamentos eletrônicos, sistemas de energia e componentes operacionais. Esses ambientes frequentemente armazenam baterias e outros ativos críticos. 

Cercamento e proteção perimetral: utilizados para restringir acessos indevidos. Pode incluir muros, cercas, sensores, iluminação e barreiras físicas. 

Sistemas de telecom 

São responsáveis pela transmissão e processamento dos sinais. 

Antenas: realizam transmissão e recepção dos sinais móveis e de dados. 

Rádios: equipamentos que processam o tráfego e realizam a comunicação entre a rede e os usuários. 

Cabos e conectividade: interligam os sistemas e permitem transporte de energia e dados. Os cabos também figuram entre os ativos mais visados por criminosos. 

Sistemas de energia 

A continuidade operacional depende diretamente dessa camada. 

Retificadores: convertem energia e alimentam os sistemas da estação. 

Geradores: entram em operação durante falhas da rede elétrica. 

Baterias: funcionam como reserva energética e garantem autonomia operacional. 

Esses ativos são frequentemente alvo de furtos devido ao valor comercial e facilidade de revenda. 

Sistemas de segurança 

A proteção das torres depende cada vez mais da integração entre tecnologias de monitoramento. 

CFTV: videomonitoramento para vigilância remota e registro de incidentes. 

Alarmes: dispositivos que detectam invasões, acessos e movimentações suspeitas. 

Sensores: podem monitorar abertura de portas, vibração, movimento, corte de cercas e presença indevida.  

Controle de acesso: restringe entradas e registra movimentações de equipes e terceiros. Pode envolver biometria, cartões, autenticação digital e rastreamento de acessos. 

Aumenta o roubo de baterias 

O roubo de baterias em torres de telefonia não é um problema novo, mas nos últimos anos ganhou proporções alarmantes. Recentemente, o mercado tem notado um aumento considerável nos casos. 

Em 10 de setembro de 2025, por exemplo, uma dupla foi presa em Valinhos, no interior de São Paulo, após a vistoria de uma equipe da Polícia Rodoviária, que descobriu 16 baterias de lítio no porta-malas do seu carro e ferramentas especializadas para remoção. 

Anteriormente, em agosto de 2025, a Polícia Civil do Paraná prendeu um homem por uma série de furtos em estações de rádio base (ERBs) de telefonia celular na capital paranaense e em cidades da região metropolitana de Curitiba. Os agentes identificaram que o suspeito, em algumas situações, até simulava ser um técnico de manutenção para entrar nas instalações.  

Outro incidente, em maio de 2025, teve a prisão de três suspeitos por receptação de baterias de antenas de telefonia em Arapiraca, em Alagoas. A polícia recuperou ainda 84 células de bateria de lítio, avaliadas em R$ 80 mil. 

Para completar esse recorte, a Polícia Civil de Minas Gerais conseguiu reaver, em janeiro de 2025, 10 baterias de lítio com valor de R$ 50 mil. Os equipamentos foram furtados, em dezembro do ano anterior, de uma estação de transmissão de torres de telefonia em Belo Horizonte. Inclusive, o crime provocou um apagão digital na cidade, deixando mais de 100 mil pessoas sem sinal de internet, o que afetou até serviços públicos. 

Como acontece o furto e roubo de baterias em torres de telefonia 

O furto e/ou roubo de baterias deixou de ser uma ocorrência isolada e passou a representar um problema recorrente para operadoras e empresas de telecom. Essas ações normalmente seguem um padrão operacional relativamente estruturado.

1. Mapeamento prévio

Os criminosos identificam torres com menor proteção física, baixa movimentação e vulnerabilidades operacionais. Nessa etapa, podem ser observados localização da torre, rotinas operacionais, acessibilidade, presença de vigilância e barreiras físicas existentes.

2. Monitoramento da rotina

Após identificar o alvo, os infratores observam horários de manutenção, movimentação de equipes, períodos de menor circulação e resposta operacional.

3. Acesso indevido

Com o alvo definido, ocorre a invasão da estrutura. As entradas podem acontecer por rompimento de cercas, escalada, abertura forçada ou neutralização de barreiras. Em alguns casos, há utilização de informações internas ou apoio logístico.

4. Remoção rápida das baterias

O objetivo é reduzir o tempo de permanência no local. As baterias são retiradas rapidamente e transportadas para pontos intermediários. Além das baterias, os criminosos também podem remover cabos, retificadores, componentes elétricos e equipamentos metálicos. 

5. Revenda e receptação

Após o furto, os ativos podem seguir diferentes destinos, como sucateiros ilegais, mercados paralelos, receptadores ou reaproveitamento em outros equipamentos.  

Quais os riscos futuros de roubos nas torres de telefonia?

Ao observar o mercado atual, a tendência é de continuidade no crescimento dos crimes por conta da: 

  • Expansão da rede de telecomunicações: com o aumento das antenas para suportar o 5G, crescem também os pontos vulneráveis; 
  • Mercado paralelo aquecido: a facilidade de escoar as baterias roubadas incentiva novos criminosos a entrar nesse tipo de crime; 
  • Baixo risco percebido: o roubo de baterias é visto pelos criminosos como de menor risco penal, mas de alto retorno financeiro. 

Leitura recomendada: Modernização da infraestrutura de rede: como manter a segurança 

Impactos do roubo de baterias para as operadoras e para a sociedade 

Apesar de muitas vezes passar despercebido pela opinião pública, o impacto do roubo de baterias em torres de telefonia é substancial com: 

1. Interrupção de serviços essenciais 

Sem as baterias, as torres ficam vulneráveis a quedas de energia. Em muitas regiões, principalmente áreas remotas, isso significa bloqueio total de comunicação móvel. Além das ligações telefônicas, do sinal de TV e da internet, há risco de indisponibilidade de serviços críticos como: 

  • Chamadas de emergência (190, 192, 193); 
  • Monitoramento de sistemas de segurança; 
  • Comunicação entre hospitais, empresas e órgãos públicos. 

2. Prejuízo financeiro direto e indireto 

O custo da substituição das baterias pode chegar a milhares de reais por torre, além de gastos adicionais com deslocamento de equipes técnicas, pronta resposta, reforço de segurança e reparos em infraestrutura danificada durante o roubo. 

Sem contar que a interrupção do serviço gera perdas de receita para as operadoras e aumenta o risco de ações judiciais por falha na prestação do serviço. 

3. Danos à reputação 

As falhas de conectividade impactam diretamente a experiência do cliente. Em um mercado altamente competitivo, episódios recorrentes de indisponibilidade podem gerar insatisfação, reclamações em órgãos reguladores e migração de clientes para concorrentes, o que afeta a reputação da empresa. 

4. Risco à segurança pública 

A falta de sinal de telefonia em áreas críticas pode comprometer operações policiais, atendimentos médicos de urgência e até a prevenção de crimes. Isso faz com que o roubo de baterias deixe de ser apenas um problema corporativo e se torne também uma questão de segurança social. 

Leia também: Como investigar e prevenir fraudes empresariais contribui com a sociedade 

Estratégias de combate aos roubos de baterias em torres de telefonia 

Diante do aumento dos casos de crimes contra torres de telefonia, as empresas de telecom precisam adotar um conjunto de medidas integradas, que envolvem tecnologia, inteligência, processos internos e colaboração externa para fortalecer a proteção. 

Veja as principais ações: 

1. Reforço físico e tecnológico das torres 

  • Cercamento e blindagem: instalação de grades reforçadas, muros e fechaduras antifurto; 
  • Sensores e alarmes: monitoramento em tempo real para detectar abertura de portas, movimentação e retirada de baterias; 
  • Câmeras de vigilância e integração com centrais de monitoramento: uso de vídeo inteligente com análise de movimento para identificar invasões. 

2. Rastreabilidade e marcação das baterias 

Implementar chips de rastreamento e marcação química invisível permite identificar a origem de cada bateria, desestimulando o comércio ilegal. A integração com sistemas de recuperação de ativos possibilita rastrear o destino dos itens roubados e auxiliar as forças policiais nas investigações. 

3. Inteligência e análise de risco 

  • Mapeamento das torres mais vulneráveis a partir de histórico de ocorrências, proximidade com áreas de risco e rotas de fuga usadas pelas quadrilhas; 
  • Utilização de dados de GeoInt (inteligência geográfica) para identificar padrões e antecipar novos alvos. 

4. Colaboração com autoridades e órgãos reguladores 

  • Engajamento de parcerias com órgãos públicos e autoridades policiais, compartilhando informações sobre ataques recorrentes;
  • Atuação junto à Anatel e demais órgãos do setor para reforçar a legislação e aplicar penalidades mais severas para receptadores. Vale destacar que a Lei 15.181/2025 alterou dispositivos do Código Penal e endureceu as penas para receptação, podendo chegar a 16 anos.

5. Engajamento do setor privado 

  • Cooperação com fabricantes, recicladores e empresas de logística reversa, criando mecanismos que dificultem a revenda de baterias furtadas;
  • Promoção de práticas de compliance na cadeia de fornecedores, reduzindo brechas que facilitam o escoamento do material roubado. 

6. Cultura interna de prevenção 

  • Treinamento de equipes de campo para reconhecer sinais de risco, documentar ocorrências e reportar rapidamente; 
  • Estabelecimento de protocolos de resposta a incidentes que agilizem a reposição e reduzam o tempo de inatividade das torres. 

7. Investigação de desvios e identificação de quadrilhas 

O serviço de consultoria especializada de investigação a fraudes, com profissionais especializados, é capaz de realizar análises aprofundadas para identificar padrões de atuação das quadrilhas, os envolvidos e responsabilizá-los. 

Neste processo, são mapeadas conexões entre indivíduos, locais de receptação e rotas de comercialização das baterias roubadas. Assim, é possível descobrir todo o modus operandi para mitigar vulnerabilidades e evitar reincidências. 

8. Recuperação de ativos 

A aplicação de rastreabilidade tecnológica e investigação estratégica viabiliza a recuperação das baterias furtadas. Além do valor direto, essa prática reduz perdas secundárias, como multas regulatórias e custos de reposição emergencial. Sem contar que essa prática ajuda a diminuir a sensação de crime fácil e impunidade. 

Leia também: Como funciona o Centro de Operações Integradas 

Conte com o apoio especializado da GIF International 

O roubo de baterias em torres de telefonia deixou de ser um crime isolado para se tornar uma ameaça sistêmica ao setor de telecomunicações. Além do impacto financeiro e da interrupção dos serviços, a prática afeta diretamente a imagem e a confiabilidade das operadoras diante de clientes e órgãos reguladores. 

Nesse cenário, torna-se essencial adotar uma postura proativa e estratégica, que combine prevenção, detecção e investigação de fraudes. As empresas que enfrentam o problema de forma estruturada conseguem não apenas reduzir prejuízos, mas também fortalecer sua segurança diante de riscos crescentes. 

É justamente nesse ponto que a GIF International se destaca. Com mais de 30 anos de experiência em combate a fraudes, oferecemos soluções sob medida para o setor de telecomunicações, com inspeção técnica e pronta resposta, centro de operações integradas, investigação de fraudes, due diligence de fornecedores, background check e muito mais. 

Ao lado de nossos clientes, ajudamos a fortalecer a proteção do negócio e a continuidade das operações. Quer saber mais? Fale com nossos especialistas! 

FAQ: dúvidas frequentes sobre torres de telefonia e roubo de baterias 

O que é uma torre de telefonia? 

É uma estrutura utilizada para sustentar equipamentos responsáveis pela transmissão e recepção de sinais de telecomunicações. 

Por que ocorre o roubo de baterias de torres? 

Principalmente pelo valor econômico dos componentes e pela facilidade de revenda em mercados paralelos. 

O roubo de baterias afeta o sinal? 

Sim. A retirada das baterias pode comprometer a autonomia energética da torre, causando indisponibilidade, falhas e interrupções nos serviços. 

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