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fraude no pix

Veja como o MED 2.0 no PIX funciona e os impactos para o ecossistema financeiro

O MED 2.0 no PIX mudou a devolução de valores em fraudes. Entenda!
  • 11 de fevereiro
  • 2026
  • 6 min

A partir de 2 de fevereiro de 2026, o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) no PIX tornou-se obrigatório para todas as instituições participantes sob as normas do Banco Central do Brasil.  

Até então, após o lançamento da versão atualizada em novembro de 2025, o uso era facultativo, mas agora passa a ser exigido com um prazo de adaptação técnica até maio de 2026 antes da supervisão plena entrar em vigor.  

Leia também: Fraude no PIX: perdas no Brasil atingem R$ 25,5 bi em um ano 

O que é o MED 2.0? 

O MED 2.0 é uma evolução do Mecanismo Especial de Devolução, originalmente criado em 2021 e utilizado pelo sistema do PIX para tratar fraudes, golpes e devoluções de valores enviados indevidamente.  

O mecanismo corrige limitações importantes da versão anterior, ampliando drasticamente a capacidade de rastrear valores e bloquear recursos em toda a cadeia de contas envolvidas em um golpe.  

Vale lembrar que, em 2025, foram recuperados em média 9,3% dos valores contestados. Então, com o objetivo de aumentar a taxa de recuperação, o MED 2.0 passa a rastrear o caminho do dinheiro além da 1ª conta receptora. 

Quais as principais mudanças com o MED 2.0? 

 1. Rastreio em cadeia

  • O mecanismo segue o caminho do valor transferido, não apenas a primeira conta receptora. 
  • Isso possibilita bloquear valores mesmo depois de várias transferências intermediárias (uma prática comum em fraudes organizadas).  

2. Bloqueios automáticos em várias camadas 

  • O sistema agora é capaz de bloquear automaticamente contas sucessivas relacionadas à fraude, aumentando a chance de recuperar os valores.  

3. Contestação simplificada para usuários 

  • Desde outubro de 2025, existe um botão de contestação diretamente no aplicativo do banco, sem necessidade de atendimento humano, o que acelera a abertura do processo de devolução.  

4. Prazos orientativos 

  • Após acionamento pelo usuário, as instituições têm um período, normalmente, de até 7 dias, para concluir a análise e efetuar a devolução, se a fraude for comprovada.  

5. Continua irreversível na maioria dos casos 

  • O PIX segue sendo, em regra, irreversível, ou seja, a devolução ocorre apenas nos casos comprovados de fraude ou golpes, como engenharia social, QR Codes adulterados ou vendedores inexistentes. 

 Leia também:  

Abertura de conta bancária: nova medida de combate a fraudes
Atividades ilícitas: Febraban faz autorregulação
Regulamentação de segurança cibernética no setor financeiro 

Em resumo 

Aspectos  Antes  Agora (MED 2.0 obrigatório) 
Rastreamento  Apenas conta receptora  Cadeia inteira de transferências 
Bloqueio  Manual ou limitado  Bloqueio automático em múltiplas camadas 
Contestação  Atendimento humano  Botão digital direto no app 
Prazos  Variáveis  Padrão ~7 dias para análise 
Obrigatoriedade  Opcional  Obrigatório a partir de 02/02/2026 

Como pedir devolução do PIX em caso de fraude 

Mesmo com o MED 2.0, muitos usuários ainda não sabem como acionar a devolução do PIX corretamente. Esse desconhecimento impacta diretamente a taxa de recuperação de valores. 

O fluxo padrão para pedir devolução do PIX em caso de fraude é: 

  • Acesse o app do seu banco ou instituição de pagamento: desde a atualização de outubro de 2025, as instituições são obrigadas a disponibilizar o botão de contestação diretamente no aplicativo. 
  • Selecione a transação suspeita: localize o PIX que você não reconhece ou que foi realizado sob fraude.
  • Clique em “Contestar” ou “Reportar fraude”: o sistema registra automaticamente o pedido no MED 2.0. 
  • Descreva o ocorrido (se solicitado): algumas instituições pedem um breve relato para acelerar a triagem. 
  • Acompanhe o status da análise: o banco tem, em média, até 7 dias para avaliar o caso e, se comprovada a fraude, acionar os bloqueios e devoluções em cadeia. 

É importante agilidade no processo. Quanto mais rápido o usuário acionar o MED, maiores são as chances de bloqueio dos valores. 

Saiba mais: Descubra o perfil das vítimas de golpes e fraudes financeiras no Brasil 

Como funciona a devolução do PIX com o MED 2.0 

O funcionamento da devolução do PIX rastreia o caminho completo do dinheiro, bloqueia automaticamente contas intermediárias, amplia o alcance do bloqueio mesmo após múltiplas transferências e cria um fluxo padronizado entre instituições financeiras. 

Na prática, o processo funciona assim: 

  • Usuário aciona a contestação no app; 
  • Instituição de origem dispara o MED 2.0; 
  • As instituições envolvidas no fluxo recebem a notificação; 
  • Valores são bloqueados em múltiplas camadas; 
  • Se confirmada a fraude, ocorre a devolução parcial ou total do valor disponível. 

Fraude da devolução do PIX 

Com a popularização do MED e das campanhas educativas sobre devolução do PIX, surgiu um novo vetor de fraude: o golpe da devolução do PIX. 

Nesse esquema, criminosos entram em contato com a vítima fingindo ser do banco ou da “central do PIX”, afirmam que uma devolução está em andamento, solicitam códigos, links ou “confirmações de identidade”, ou induzem a vítima a realizar novas transferências para “regularizar” o processo. 

No entanto, vale destacar que nenhuma instituição financeira pede senha, token ou código por telefone e os bancos não solicitam que o cliente faça um PIX “para validar a devolução”. Para completar, o processo do MED ocorre dentro do aplicativo oficial da instituição. 

Então, fica claro que, ao mesmo tempo que o MED 2.0 melhora a segurança do ecossistema, é fundamental realizar campanhas educativas para evitar novos golpes que se aproveitam da narrativa da devolução. 

Quais os objetivos do MED 2.0? 

Impacto nas fraudes 

  • A expectativa regulatória é de redução de perdas sistêmicas com fraudes digitais e aumento da confiança dos usuários no PIX. 
  • Esquemas criminosos que dependem de pulverização do dinheiro em múltiplas contas ficam mais difíceis de serem bem-sucedidos.  

 Experiência do cliente 

  • Consumidores agora têm caminho mais rápido e digital para contestar fraudes, o que melhora a percepção de segurança e confiança no uso do PIX em transações B2C e C2B. 

Implicações estratégicas no ecossistema financeiro 

O avanço regulatório com o MED 2.0 torna o ecossistema financeiro e de pagamentos digitais mais seguro, rastreável e regulado, o que fortalece a confiança de consumidores e empresas. Porém, isso também gera impactos diretos na operação das organizações que utilizam o PIX como canal de recebimento. 

Veja implicações: 

Bancos e fintechs 

  • Investimentos em tecnologia, rastreamento e monitoramento serão necessários para cumprir a nova regra;
  • Instituições precisarão integrar sistemas com maior robustez e rastrear transações em cadeia;
  • A medida eleva a responsabilização institucional, com fiscalização mais efetiva a partir de maio.  

Marketplaces, e-commerces, plataformas de serviços e varejo digital 

  • Revisão processos de conciliação financeira, fluxos de devolução e chargeback via MED;  
  • Atualização de procedimentos de atendimento ao cliente em casos de contestação;  
  • SLA de resposta para incidentes de fraude; 
  • Integração de dados transacionais com bancos parceiros. 

Áreas de risco e compliance das empresas 

  • Revisão de políticas internas de monitoramento de pagamentos;
  • Atualização de frameworks de análise transacional;  
  • Adaptação de procedimentos de resposta a incidentes;  
  • Criação de regras de correlação para fluxos em cadeia;  
  • Garantir a aderência regulatória às normas do Banco Central.  

Como a GIF International pode apoiar o ecossistema financeiro com o MED 2.0 

O fortalecimento regulatório do PIX com o MED 2.0 mostra que o ecossistema financeiro brasileiro está caminhando para um ambiente mais seguro, rastreável e confiável. Mas tecnologia e regulação, sozinhas, não resolvem fraudes estruturadas. 

A GIF International atua como consultoria estratégica de antifraude, com mais de 30 anos de mercado, apoiando empresas em toda a jornada de combate às fraudes: 

  • Prevenção e detecção de fraudes;
  • Investigações especializadas de fraudes no PIX, account takeover, falsidade ideológica, autofraude, entre outros tipos de fraudes; 
  • Análise forense digital e resposta a incidentes; 
  • Prevenção à lavagem de dinheiro; 
  • Implementação e revisão de processos de Know Your Customer; 
  • Risk Assessment com avaliações detalhadas de riscos para identificar vulnerabilidades. 

Nosso ecossistema de soluções completas e integradas permite que bancos, fintechs e empresas que recebem PIX não apenas respondam a incidentes, mas interrompam ciclos de fraude, evitam reincidências e se fortaleçam frente a fraudes cada vez mais sofisticadas. 

Quer saber como podemos ajudar sua empresa? Entre em contato com nossos especialistas agora mesmo! 

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