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custo das fraudes

Entenda o real custo das fraudes para a sua empresa e os prejuízos que você pode sofrer

Saiba todos os impactos da fraude para o seu negócio.
  • 26 de setembro
  • 2024
  • 12 min

Sua empresa sabe o verdadeiro custo das fraudes que acaba sofrendo? Em geral, os negócios possuem certa visibilidade sobre o prejuízo financeiro relacionado a uma determinada fraude. No entanto, as perdas podem ser muito maiores.

Nos últimos anos, o mercado de fraudes contra empresas e golpes contra os consumidores cresceu de forma escalável. E ao mesmo tempo que essa atuação pode gerar ganhos milionários para os responsáveis pelos atos, as companhias sofrem impactos inimagináveis, indo além da perda financeira.  

Ou seja, se você acha que o custo das fraudes é controlável no seu negócio, você pode estar enganado.

É bom destacar que todos os tipos de organizações, de diferentes segmentos e portes, têm sido afetados, desde bancos, instituições financeiras, de pagamento, bets, varejo, e-commerce e marketplace até transportadoras, empresas de logística, delivery, indústrias, seguradoras, operadoras de telecomunicações, entre outros.  

Além disso, as pessoas se tornam vítimas frequentes de golpes no Pix, em maquininhas de cartão, de roubo de identidade, de engenharia social e tantos mais, o que se reflete também em perdas para as empresas. 

Então, as companhias que se consideram imunes a essas ameaças precisam repensar. A seguir, vamos detalhar um pouco mais os custos das fraudes que sua marca pode ter que lidar e como enfrentar este problema. 

Leia também: Roubo de celular no Brasil e o combate a fraudes nas empresas 

Custo das fraudes na América Latina: empresas perdem US$ 130 bi ao ano

Ao olhar de modo mais amplo para o custo das fraudes, a McKinsey elaborou um novo estudo e revelou que as fraudes corporativas geram cerca de US$ 130 bilhões em perdas para as empresas na América Latina por ano.

De acordo com o relatório, 32% das empresas brasileiras admitiram que o impacto dos prejuízos com fraudes representou mais de 10% do Ebitda (lucro antes de pagamento de impostos, juros e amortizações).  

O Brasil, inclusive, é o país da América Latina com maior percentual de companhias que sentiram um aumento nas perdas nos últimos dois anos. Em 2022, eram 54% de organizações com impacto das fraudes e, em 2024, o índice chegou a 60%. 

Principais tipos de fraudes identificadas

Ainda conforme a McKinsey, as fraudes no Brasil se misturam entre digitais e ‘analógicas’. As modalidades mais comuns atualmente são:

  • Phishing: quando o fraudador se passa por uma empresa ou conhecido para enganar as pessoas e roubar seus dados. Saiba mais sobre o phishing no Brasil;
  • Malware: quando o software invade um computador e rouba dados, podendo danificá-lo;
  • Fraude logística: roubos de carga, na cadeia de logística ou supply chain;
  • Identidade falsa: é possível sofrer com a adulteração ou falsificação de documentos de identidade;
  • Roubo de cartão: os casos de furto e roubo de cartão se multiplicam, bem como a clonagem e o uso em falsas maquininhas para roubar dados e senhas; 
  • Fraude interna: normalmente, é provocada por um colaborador. Ou ainda pode contar com a colaboração ou anuência de funcionários, podendo ser motivada pelo aliciamento.

 

Leitura recomendada: Veja como evitar o aliciamento de funcionários e minimizar riscos

Motivos para o aumento das fraudes no Brasil

Outro ponto interessante a se observar é como o Brasil se tornou um celeiro tão fértil para as fraudes. Para a McKinsey, são 3 motivos principais para o escalonamento:

Digitalização

As empresas dos mais variados segmentos passaram por um forte processo de digitalização, o que abriu brechas para a atuação de fraudadores.

Junto à transformação digital das empresas, os infratores também continuam a se atualizar e a inovar, usando ferramentas de inteligência artificial, automação e deepfakes, para tornar as fraudes mais sofisticadas, mais convincentes e mais difíceis de detectar. 

Inclusive, cada vez mais, surgem novas regulamentações para fortalecer a segurança cibernética das empresas. Em março de 2026, por exemplo, normas obrigatórias passaram a ser exigidas de instituições financeiras. 

Vazamentos de dados

Com a grande quantidade de vazamentos nos últimos anos, os fraudadores têm em suas mãos diversos dados pessoais. Com isso, é possível abrir contas e empresas, se passando por terceiros para aplicar golpes.

Além disso, as novas modalidades de fraud as a service permitem vender pacotes de fraudes e dados vazados na dark web e deep web.

Falta de prevenção

Menos da metade das empresas (49%) possui estratégia antifraude. Caso o investimento em prevenção fosse maior, seria possível reduzir as perdas entre US$ 35 bilhões e US$ 65 bilhões.

Veja os segmentos que mais alocam recursos para enfrentar o impacto das fraudes.

Mas o que é o custo das fraudes nas empresas? 

O custo das fraudes é o conjunto de perdas diretas e indiretas que uma empresa sofre quando ocorre um incidente fraudulento. 

Esse impacto pode incluir: 

  • Valores desviados ou concedidos indevidamente; 
  • Custos jurídicos e regulatórios; 
  • Horas de trabalho de time de risco, jurídico, compliance e tecnologia; 
  • Interrupções de operação; 
  • Investimentos emergenciais em controles após a fraude;
  • Churn e perda de clientes; 
  • Entre outros.
     

Ou seja, o valor roubado com a fraude é só o começo da história. 

Custo com transações fraudulentas

Além da análise geral de custo das fraudes, existem visões mais específicas, como o prejuízo com transações fraudulentas, o que engloba principalmente as instituições financeiras e o setor de varejo e e-commerce. 

Neste caso, o levantamento “O Real Custo da Fraude” mostrou que o custo de uma fraude é 3,9 vezes maior do que o valor nominal perdido em transações fraudulentas. Isso significa que as organizações têm uma perda média de R$ 3,90 para cada real perdido em uma transação. Para o varejo, o custo médio fica em R$ 3,07 e, para financeiras, em R$ 4,59. 

Esses gastos incluem perdas financeiras, despesas trabalhistas, custos externos, pagamento de taxas e juros, custos legais e substituição de mercadorias perdidas ou roubadas, além de custos com requisitos regulatórios e multas.  

O fato é que, com as transações online, as fraudes aumentaram progressivamente. Os canais digitais já são responsáveis por 51% das perdas na América Latina, ultrapassando a fraude física pela primeira vez em 2024. Este dado mostra a atuação dos fraudadores em criação de contas falsas e invasões de contas para cometer fraudes. 

Custo da violação de dados

Como mencionamos acima, as fraudes estão, cada vez mais, migrando para o ambiente virtual. Por isso, é fundamental ter o olhar voltado para a cibersegurança, a fim de evitar ataques, vazamentos, violações e roubos de dados, assim como se precaver de apagões.

Para se ter uma ideia, o custo médio global de uma violação de dados no Brasil atingiu US$ 7,19 milhões em 2025, um aumento de 6,5% em comparação com o ano anterior, de acordo com o estudo “Data Breach”, da IBM. 

Os setores de saúde, finanças e serviços continuam sendo os mais afetados, com perdas médias de R$ 11,4 milhões, R$ 8,9 milhões e R$ 8,5 milhões, respectivamente.

Muitos gastos vão além da ocorrência, envolvendo paralisação de atividades, negócios perdidos e atividades de resposta depois de uma violação.

Leia também: Plano de continuidade de negócios: como se recuperar de fraude 

Custo do compliance

Dentre o custo das fraudes, não podemos esquecer a questão regulatória e a necessidade de se manter em compliance com as normas. Afinal, as empresas podem sofrer multas e outras penalidades se não cumprirem com legislações governamentais, como por exemplo, a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro, a Lei Anticorrupção, e a Lei Geral de Proteção de Dados.

Então, a falta do investimento em compliance pode até parecer uma economia inicialmente. Porém, a longo prazo, principalmente no caso de fraudes e auditorias de órgãos reguladores, a ausência de um programa sólido e robusto pode representar um custo elevado.

Segundo pesquisa do Ponemon Institute, investir em compliance custa cerca de US$ 222 por cada colaborador, incluindo equipe de compliance, treinamentos, equipamentos, auditorias, implementação de processos, ações corretivas e demais medidas. Por outro lado, não estar em compliance pode resultar em despesas de US$ 820 por funcionário.

Portanto, o não compliance acaba saindo 2,65 vezes mais caro do que o compliance.

Saiba mais: Gestão de riscos e compliance: aumenta maturidade no Brasil 

Custo das fraudes: o impacto oculto

Fica claro que o custo das fraudes envolve uma série de impactos, como a substituição de mercadorias roubadas, a recuperação de uma violação de dados e o investimento em auditorias de compliance. 

Mas o efeito não para por aí e as marcas sofrem com outras perdas, muitas vezes, ocultas e pouco mapeadas. 

Problemas de reputação e credibilidade:

Uma pesquisa da Forrester indica que, para 83% dos executivos, as fraudes dificultaram mais a construção de confiança com os clientes, impacto a reputação da marca.

Leitura recomendada: Reputação da empresa: como evitar riscos para seu negócio com soluções antifraude

Ressarcimentos: 

A depender do tipo de fraude e do segmento de atuação das empresas envolvidas no golpe a consumidores, é possível que a organização ainda tenha que realizar ressarcimentos aos clientes.  

Por exemplo, no setor bancário, o STJ define a responsabilidade de indenização: “As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.”  

Perda de vendas para clientes:

A ocorrência de uma fraude afeta não só a imagem, mas também reduz o interesse de clientes ativos em voltar a comprar produtos e serviços da marca, diminuindo as vendas e os volumes de transação.

Redução das oportunidades:

Além do impacto gerado na base de consumidores, os incidentes provocam a queda na atração de novos clientes, a diminuição na taxa de conversão e, consequentemente, as perdas de novos negócios. 

Aumento do CAC: 

Em paralelo a esses impactos das fraudes, também cresce o custo de aquisição de clientes, já que, com a reputação em baixa no mercado, o time de vendas precisa realizar mais esforço para convencer os consumidores a confiarem novamente. 

Perda de investidores:

A capacidade de atração de investimentos externos também fica prejudicada após as fraudes. Trata-se de um grande problema, principalmente, para empresas que buscam interessados em apoiar financeiramente seu negócio.

Não participação em licitações:

Os órgãos públicos, ao abrirem licitações de propostas para serviços, fazem verificações das empresas interessadas e podem não aceitar a participação de negócios, que tiveram problemas com fraudes, crimes financeiros, atos de corrupção, ou violações.  

Afinal, tais questões colocam em xeque a eficiência das estratégias antifraude e da capacidade de segurança da organização, o que compromete a credibilidade como um parceiro de confiança. 

Interrupção de serviços:

Muitos dos incidentes, sejam físicos ou digitais, podem causar a paralisação dos serviços e operações de empresas, trazendo impactos de queda de produtividade e eficiência, assim como gerando a insatisfação dos consumidores com seus serviços, por exemplo no caso da indisponibilidade de conexões móveis por furto e roubo de cabos. 

Sobrecarga em atendimento: 

Quando sofrem com alguma fraude ou atraso de entregas de produtos ou indisponibilidade de serviço em decorrência de fraudes e outras ocorrências, os consumidores correm para acessar os canais de comunicação da empresa para tentar resolver seu problema. Isso gera um congestionamento no atendimento, afetando o tempo de resposta. 

Impacto tecnológico:

As tentativas de fraudes financeiras, como abertura de conta falsa, invasão de conta, autofraude, entre outras, podem gerar custos adicionais relacionados ao parque tecnológico.  

Isso porque os acessos e logins, mesmo quando fraudulentos, consomem largura de banda e energia do servidor e, caso as contas ilegítimas passem a funcionar, são adicionados ainda valores de hospedagem e manutenção de servidor. 

No caso de ciberataques ou violações, podem ser necessárias modernizações da tecnologia, com substituição de sistemas legados, troca de equipamentos e outras mudanças. 

Portanto, no final das contas, o custo das fraudes causa perda de confiança no mercado, impacto na lealdade do cliente, incapacidade de oferecer produtos e serviços, além da diminuição na receita.

Como calcular o prejuízo e o impacto das fraudes na prática? 

Muitas empresas subestimam o real custo das fraudes, porque calculam só o valor desviado. O correto é olhar o custo total, incluindo os itens que mencionamos durante o artigo, como: 

  • Perdas financeiras diretas; 
  • Custos de investigação; 
  • Custos jurídicos; 
  • Perda de clientes; 
  • Aumento de custo de aquisição de clientes;
  • Impacto operacional; 
  • Impacto reputacional estimado. 

Se você não mede esses fatores, provavelmente está subestimando o problema. 

Indicadores para avaliar o custo das fraudes 

Para sair do achismo, é importante contar com KPIs (indicadores-chave de performance) para monitorar os impactos das fraudes como: 

  • Perda financeira evitada; 
  • Taxa de reincidência de fraude; 
  • Tempo médio de resposta a incidentes; 
  • Impacto em churn após incidentes; 
  • Custo médio de investigação por caso; 
  • Incidentes por milhão de transações; 
  • Tempo gasto por áreas fora do core para lidar com fraude. 

Esses indicadores trazem maior visibilidade e profundidade sobre a questão das fraudes, permitindo um olhar de gestão de riscos e análise estratégica. 

Por que investir em soluções para mitigar o custo das fraudes? 

Quando a liderança investe em soluções de combate a fraudes, o retorno não é só a redução de perdas pontuais, mas também o fortalecimento confiança do cliente e a capacidade de crescer com menos risco. 

Na prática, investir em antifraude significa: 

Proteção do core do negócio 

A fraude ataca diretamente receita, dados, processos e reputação. Por isso, as soluções antifraude protegem o coração da operação, não apenas um canal isolado. 

Habilitar crescimento com controle de risco 

As empresas que crescem rápido sem antifraude estruturado crescem “no escuro”. Quanto maior o volume de transações, clientes e parceiros, maior a superfície de ataque.  

Redução de exposição regulatória 

Investir em prevenção, detecção e investigação reduz passivos jurídicos e risco regulatório. 

Confiança como vantagem competitiva 

Os clientes não escolhem só preço e, cada vez mais, procuram empresas que privilegiam a segurança. Então, as companhias com histórico de fraudes recorrentes perdem mercado silenciosamente. Investir em antifraude é evitar esse impacto. 

ROI de investir em combate a fraudes vs custo das fraudes 

Um dos equívocos mais comuns entre as empresas é enxergar as iniciativas antifraude como despesas, quando, na verdade, representam investimentos estratégicos de alta rentabilidade. 

Ao comparar o custo médio de uma fraude com o investimento em tecnologias, treinamentos, políticas preventivas, investigações e mitigação de vulnerabilidades, a relação custo-benefício é clara. Definir estratégias, mapear riscos e ter um orçamento para combater fraudes é significativamente mais efetivo.  

As empresas que monitoram seu ROI antifraude conseguem demonstrar para líderes, gestores e mercado o impacto financeiro positivo de uma cultura antifraude, transformando a integridade em vantagem competitiva.  

Aprofunde-se: Como calcular o ROI dos serviços de combate a fraudes 

A importância de um ecossistema de combate a fraudes 

Combater fraudes de forma eficiente exige mais do que ferramentas e estratégias isoladas, sendo necessário um ecossistema integrado que conecte pessoas, processos e tecnologia. 

Um ecossistema antifraude bem estruturado, com prevenção, detecção e investigação, combina inteligência de dados, expertise, abordagem proativa, trabalho de campo, análise comportamental e ferramentas modernas.  

Esses processos permitem identificar vulnerabilidades antes que se transformem em incidentes e cria uma rede de proteção que se retroalimenta com aprendizado e inovação. O resultado é uma resposta mais ágil, precisa e sustentável frente aos riscos. 

Com a utilização de um ecossistema antifraude maduro, as organizações tendem a reduzir significativamente as perdas decorrentes de incidentes.

Como evitar o alto custo das fraudes com soluções personalizadas

Para ajudar a evitar as fraudes na sua empresa, conte com o ecossistema completo e integrado de soluções da GIF International. Somos uma consultoria especializada em inteligência antifraude, com serviços personalizadas para atender às necessidades de cada organização. 

Atuamos em toda a jornada de combate a fraudes nos negócios, incluindo: 

  • Análise Forense;
  • Brand Protection; 
  • Biometria de voz; 
  • Centro de Operações Integradas;
  • Due Diligence Investigations; 
  • Desvio de conduta; 
  • Investigação de fraudes;
  • Inspeção técnica e pronta resposta; 
  • Pentest;
  • Prevenção de fraudes; 
  • Prevenção à Lavagem de Dinheiro; 
  • Risk Assessment;
  • Threat Intelligence.

Tudo com o apoio de Law Enforcement Operations para auxiliar no relacionamento com os órgãos públicos para dar o melhor andamento às solicitações relacionadas às empresas. 

Conte com a GIF International para mitigar riscos, reduzir as ameaças e diminuir o custo das fraudes. Fale com nosso time de especialistas agora mesmo!

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